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Retorno sobre os ativos (ROA)

Lucro gerado em 12 meses para cada real de ativo que a empresa mantém em seu balanço.

Fórmula usada no indicex

Unidade
percentual
Grupo
Rentabilidade e margens

Em geral, valores maiores são lidos como mais favoráveis, mas sempre em comparação com empresas parecidas. Veja todas as fórmulas na metodologia.

O que é

O retorno sobre os ativos (ROA) mostra quanto lucro a empresa obteve nos últimos 12 meses para cada real aplicado em seus ativos, independentemente de esses ativos terem sido financiados por sócios ou por credores.

Ativos são tudo o que a companhia controla e usa para operar: caixa, estoques, contas a receber, fábricas, equipamentos, imóveis, marcas registradas e participações em outras empresas. O ROA indica a eficiência com que esse conjunto se converte em resultado. Um ROA de 4 % significa que cada R$ 100,00 de ativos gerou R$ 4,00 de lucro no período.

Diferentemente do ROE, que olha só para o capital próprio, o ROA considera a base total de recursos. Por isso é menos afetado pela alavancagem e ajuda a enxergar se um retorno alto sobre o patrimônio vem da operação ou do endividamento.

De onde vêm os números

  • Lucro líquido consolidado: soma dos últimos quatro trimestres da demonstração do resultado, obtida da DFP anual e dos ITRs publicados na CVM. Aqui o indicex usa o lucro consolidado, incluindo a parcela dos não controladores, porque o ativo total também é consolidado e inclui os bens das controladas por inteiro.
  • Ativo total: saldo do último balanço patrimonial disponível.

Lucro de 12 meses e ativo do último balanço formam um par coerente para empresas com balanço estável. Em empresas que crescem rápido ou fizeram aquisições recentes, o ativo de fim de período pode estar maior que a base que efetivamente gerou o lucro do ano.

Exemplo

A Empresa Eta, uma distribuidora fictícia de materiais de construção, apresentou:

  • Lucro líquido consolidado nos últimos 12 meses: R$ 120 milhões
  • Ativo total no último balanço: R$ 3.000 milhões

ROA:

R$ 120 milhões ÷ R$ 3.000 milhões = 0,04, ou seja, 4,0 %

Se o patrimônio líquido dessa empresa fosse de R$ 1.000 milhões, o lucro sobre o patrimônio seria de 12,0 %, três vezes o ROA. A diferença reflete o quanto dos ativos é financiado por terceiros.

Como interpretar

Um ROA maior indica que a empresa extrai mais resultado da sua base de ativos. O nível típico varia muito entre setores: negócios com poucos ativos físicos, como serviços e software, tendem a ter ROA mais alto; setores intensivos em capital, como energia, siderurgia e saneamento, costumam ter ROA mais baixo, mesmo quando são bem administrados. A comparação útil é com a mediana do segmento e com a trajetória da própria empresa.

Colocar ROA e ROE lado a lado é informativo. Se o ROE é alto e o ROA é modesto, boa parte do retorno vem da alavancagem. Se os dois andam próximos, a empresa usa pouca dívida e outros passivos.

Em bancos, o ROA é naturalmente baixo, frequentemente na faixa de 1 % a 2 %, porque o balanço é muito grande em relação ao lucro. Ele é útil para comparar bancos entre si, nunca com empresas não financeiras.

Limitações e onde não se aplica

O ativo total inclui itens que não geram resultado operacional, como caixa excedente, créditos tributários e ativos em construção. Empresas no meio de um grande ciclo de investimento exibem ROA deprimido até que os projetos entrem em operação.

O lucro líquido sofre com eventos não recorrentes e com o peso dos juros, o que mistura eficiência operacional e estrutura de financiamento. Para uma visão mais operacional, o ROIC é um complemento.

Ativos registrados a custo histórico antigo e já muito depreciados reduzem o denominador e podem inflar o ROA de empresas maduras.

Erros comuns

  • Comparar o ROA de um banco com o de uma empresa industrial.
  • Concluir que a empresa é ineficiente quando o ROA baixo decorre de investimentos que ainda não maturaram.
  • Ignorar aquisições recentes que aumentaram o ativo sem que o lucro dos 12 meses capturasse todo o resultado da empresa comprada.
  • Desconsiderar lucros extraordinários que inflaram o numerador.
  • Analisar o ROA sem colocá-lo ao lado do ROE e do endividamento.

Texto: Equipe indicex · revisado em 18/10/2026

O indicador no mercado hoje

Ações com ROA calculado: 234. Mediana 3,38 %; metade dos valores fica entre 0,70 % (1º quartil) e 7,20 % (3º quartil).

Maiores valores entre ações

  1. BBSE3 41,92 %
  2. CXSE3 30,15 %
  3. BMKS3 23,68 %
  4. VULC3 22,50 %
  5. CURY3 19,79 %

Menores valores entre ações

  1. ECOM3 -82,18 %
  2. AALR3 -77,18 %
  3. ONCO3 -66,20 %
  4. AERI3 -59,65 %
  5. AZEV3 -43,39 %

Fonte: CVM, B3 e FNET, cálculo indicex (ativos indexáveis; ações pelo papel principal) · referência 20/10/2026

A ordem das listas resulta apenas do valor de ROA calculado na data indicada, entre ativos com dados suficientes. Não há seleção nem opinião de analista. Um valor alto ou baixo de um indicador isolado não indica qualidade do investimento.

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